quinta-feira, 2 de julho de 2015

Brasão da Família Bahia e Brasão da Família Bahamonde

O sobrenome Bahia, que por vezes é grafado como Baía ou Vaía, surgiu na Espanha, alguns citam que tenha surgido no reinado do rei D. Bermudo III de Leão e  se difundiu pela Península Ibérica, com famílias Bahia em Astúrias, em Castela e na Galiza.
Teria vindo da Galiza os Bahia portugueses, estes usavam a variação Vahia ou Vaía e teriam chegado em Portugal no século XV. O brasão da família Bahia é em ouro com três faixas em verde.
Há quem diga que a família Bahia tem a mesma origem da família Bahamonde, descendentes da Casa de Romay, Condes de Monterroso, nobres da Galiza e da Andaluzia.
Os Bahamonde descendem do Conde Dom Rodrigo de Romaez, que se casou com a princesa Melícia da Inglaterra. O brasão da família Bahamonde faz uma alusão a esta princesa com a letra M em ouro coroado sobre um campo azul, o brasão tem uma bordadura de vermelho com sete peixes de prata, sendo três na parte inferior.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Brasão da Família Andrade

O sobrenome Andrade ou Andrada surgiu no Reino da Galiza, no município de Pontedeume, onde os Condes de Andrade e Vilalba tomaram o nome da freguesia de Andrade entre os séculos XII e XIII.
Um dos primeiros Andrade foi Fernán Pérez de Andrade que recebeu do rei Henrique II de Castela o título de conde por ter ajudado D. Henrique II na revolta contra o então rei Pedro I de Castela.
Os Andrade também associaram a si o sobrenome Freire, usando apelido Andrade Freire ou Freire de Andrade.
Ramos da família Andrade chegaram a Portugal entre os séculos XIII e XIV, dentre estes se destaca João Fernandes de Andrade, que participou da tomada de Arzila e de Tânger. Por seus serviços ele recebeu do rei D. João II terras na ilha da Madeira e o novo brasão de armas para a família Andrade, este é em ouro, com uma banda abocada por duas cabeças de serpe em verde, e acompanhada de duas caldeiras enxadrezadas de vermelho e prata, com as alças serpentíferas de verde.
O antigo brasão dos Andrade é em verde com uma banda em vermelho perfilada de ouro e abocada por duas cabeças de serpe também ouro. Os Andrade da Espanha usam um brasão semelhante, porém com uma bordadura de prata com a inscrição "AVE MARIA GRATIA PLENA".

sábado, 27 de junho de 2015

Brasão da Família Baltar

O sobrenome Baltar é toponímico e está relacionado á regiões chamadas de Baltar na Galiza, como a que pertencia ao Couto Misto, uma região neutra entre Espanha e Portugal. Outra região chamada de Baltar fica no concelho de Paredes e pertencia ao Concelho de Aguiar de Sousa, em Portugal.
O nome Baltar não tem um significado definido, podendo vir do celta balt, que significa “água”, e aar, que se traduz por “corrente”, ou vir do germânico Walter, que significa “chefe do exército”, que gerou os nomes Guálter, Valter, Balteiro entre outros. Outra origem para o nome Baltar é do latim que produziu a palavra galega baltar, que significa “cepa estéril, uma videira que não produz frutos”, logo Baltar era um lugar com videiras estéreis.
O brasão da família Baltar é em azul com três estrelas de ouro, com o chefe em vermelho com uma banda de ouro.

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Brasão da Família Magalhães

O sobrenome português Magalhães é toponímico e foi tomado da Torre de Magalhães, na freguesia de São Martinho de Paço Vedro, no Distrito de Viana do Castelo.
O nome Magalhães não tem um significado definido, podendo vir do celta magal que significa “grande”.
O sobrenome foi usado primeiramente por Afonso Rodrigues de Magalhães, senhor da Torre de Magalhães, durante o reinado de Dinis I de Portugal, mais tarde um ramo da família passaria para a Espanha.
Acima os brasões dos Magalhães de Portugal.

Brasão da Família Bertling (Bertling Familienwappen)

O sobrenome alemão Bertling pode ser de origem patronímica estando relacionado aos nomes Berthe ou Berthold, que são de origem germânica e significam “brilhante”, porém o mais provável é que seja toponímico, no qual pessoas vindas de Bertlingen na Renânia do Norte-Vestfália, adotaram o apelido Bertling, e pela proximidade geográfica um ramo da família passou para os Países Baixos.
O brasão da família Bertling é em prata com três trifólios verdes, o lema da família é Virtue Fideque, que significa “em virtude e fé”.

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Brasão da Família Rebelo

O sobrenome Rebelo e suas variações Rabelo e Rebello surgiram em Portugal.  Rebelo é de origem toponímica e foi adotado em referência ao Couto de Rebelo, que ficava na atual freguesia de Roriz, no concelho de Santo Tirso, no Distrito do Porto.
O primeiro a usar o sobrenome foi Rui Vasques Rebelo, Senhor da Torre de Rebelo e Senhor do Solar de Rebelo, seus descendentes passariam o sobrenome para a Espanha e de lá partiria um ramo da família que se estabeleceu na Itália, criando os Rabelos italianos.
O nome Rebelo não tem um significado definido, sendo que alguns dizem ser originário do latim,  o mais provável é que venha do latim ripa, que significa  “beira ou margem”,  tal palavra geraria o nome do barco rabelo, a palavra ribeira e o sobrenome Rebelo, logo Rebelo seria um lugar a margem de um rio.
O brasão da família Rebelo é em azul com três faixas de ouro, cada faixa carregada de uma flor-de-lis de vermelho que formam uma banda.

Brasão da Família Loureiro

A família Loureiro é uma antiga família da Beira e tomou seu nome da Quinta do Loureiro, em Viseu.
João Anes de Loureiro, senhor da Honra e Quinta do Loureiro, casou-se com Catarina Dias de Figueiredo e a partir dai os Loureiro passaram usar o brasão da família Figueiredo, mais tarde o bisneto de João Anes de Loureiro chamado Luiz de Loureiro recebeu do rei D. João III as armas próprias da família Loureiro.
Luís de Loureiro foi Adail-Mor do Reino de Portugal, ele foi um grande Cavaleiro e serviu na África por muito tempo, sendo Capitão em vários lugares. Suas armas são esquarteladas com o primeiro quartel de vermelho com uma cidade de prata ladeada de uma escada de ouro, o segundo e o terceiro com as armas dos Figueiredos, o quarto é partido de ouro e vermelho, no primeiro campo há uma bandeira de vermelho e no segundo uma bandeira de ouro, ambas com o ferro de sua cor. O timbre tem dois braços de leão em vermelho postos em aspas e cada um com uma folha de figueira nas garras, ao centro  o alcaide de Azamor nascente com as mãos atadas por um cordão de ouro.