domingo, 24 de maio de 2015

Brasão da Família Peixoto

O sobrenome português Peixoto foi usado primeiramente por Gomes Viegas de Portocarreiro, este teria sido embaixador de Portugal na França e era leal a D. Afonso III, que na época era conde da Bolonha. Teria Gomes Viegas de Portocarreiro ajudado a D. Afonso III a tomar o trono português, já que o rei Sancho II havia entrado em conflito com a Igreja e foi deposto pelo Papa Inocêncio IV.
Gomes Viegas de Portocarreiro, que se tornaria conselheiro do rei, ganhou o apelido Peixoto do próprio D. Afonso III, por ter entregado ao conde da Bolonha uma truta enviada por Fernão Rodrigues Pacheco que era fiel ao antigo rei D. Sancho II. 
Fernão Rodrigues Pacheco era alcaide-mor do Castelo de Celorico da Beira, segundo a lenda o castelo estava quase sucumbindo ao cerco de D. Afonso III, pois quase já não havia mais mantimentos na fortaleza, foi quando surgiu um corvo-marinho (ou águia em algumas versões) com um peixe grande e o deixou cair dentro das muralhas do castelo, Fernão Pacheco então mandou preparar o peixe e enviar ao conde da Bolonha em sinal de que havia abundancia de comida dentro da fortaleza, o que fez com que Afonso III desistisse do cerco libertando Celorico.
Gomes Viegas de Portocarreiro ficou conhecido como Peixão, por ter entregue o peixe em Celorico, e depois como Peixoto, que significa “peixe pequeno”. 
Acima os brasões da família Peixoto, o primeiro com um corvo-marinho com um peixe no bico como timbre o segundo com um delfim com um peixe na boca.

Brasão da Família Resende

O sobrenome Resende surgiu em referência ao conselho português de Resende, não se sabe ao certo quem deu o nome a estas terras, porém acredita-se que tenha vindo do nome de D. Rausendo Herminges (ou Rosendo Hermigiz), bisneto do rei Ramiro II de Leão, que conquistou esta região em 1030.
O nome Resende vem do visigótico Rudesind e significa "caminho da fama". O primeiro a usar Resende como sobrenome foi D. Martim Afonso de Baião, senhor das terras de Resende, este era descendente de Egas Moniz, que foi aio de D. Afonso Henriques, o primeiro Rei de Portugal.

Brasão da Família Aragão

O sobrenome português Aragão vem do nome da Casa Real de Aragão e teria chegado a Portugal com D. Pedro de Aragão, filho ilegítimo do rei Pedro III de Aragão.
D. Pedro de Aragão teria vindo a Portugal junto com sua meia-irmã a rainha Isabel de Aragão, que havia se casado com o rei português D. Dinis I de Portugal. Há quem diga que a família Aragão descende da própria rainha Isabel de Aragão ou das pessoas de sua comitiva.
O nome Aragão vem do nome dos rios Aragão e Aragão Subordan, nos Pirineus, no norte da Espanha e não tem um significado definido, podendo vir do celta ou do latim e até mesmo da mistura das duas línguas, significando “vale fluvial ou rio, grande ou importante ou também pico da montanha”.
Acima o brasão da família Aragão portuguesa que é idêntico às armas da Casa Real de Aragão, o timbre é um touro em vermelho com um sino de ouro preso por uma fita, por vezes representado também por um touro purpura armado e lampassado de vermelho.

sábado, 23 de maio de 2015

Brasão da Família Antunes

O sobrenome Antunes é patronímico de Antônio, ou seja, o filho de alguém chamado Antônio levava a alcunha Antunes. Seria Simão Antunes, um nobre de Vila Viçosa, o primeiro a usar o Antunes como sobrenome, esse foi Mestre de Campo (oficial superior) e Comendador da Ordem de Cristo, ele teria recebido estes títulos por ter participado na Guerra da Devolução, também chamada de Guerras da Flandres, a favor da Espanha e contra a França.
O nome Antônio vem do latim Antonius e não tem um significado específico, porém a cultura popular sugere que signifique “de valor inestimável”, logo Antunes significaria “o filho de quem é precioso”.

Brasão da Família Moura

O sobrenome português Moura surge envolto a lenda da Moura Salúquia, teria sido Salúquia uma princesa muçulmana da cidade de Al-Manijah, a princesa estava noiva de Bráfama, governador de Aroche. Bráfama estava indo para seu casamento em Al-Manijah, quando foi emboscado pelos irmãos Pedro e Álvaro Rodrigues, estes haviam sido encarregados de conquistar Al-Manijah pelo rei D. Afonso Henriques.
Os irmãos mataram Bráfama e disfarçaram suas tropas como muçulmanos. Salúquia do topo de uma torre viu a comitiva de cavaleiros que pareciam islâmicos e então pediu para abrir às portas da cidade, quando ela viu que tinha sido enganada e que seu amado havia morrido, a princesa se jogou do alto da torre. Os irmãos Pedro e Álvaro Rodrigues ao verem o sacrifício da princesa moura Salúquia, mudaram o nome da cidade de Al-Manijah para Terra da Moura e depois para Moura.
Teriam sido Pedro Rodrigues e Álvaro Rodrigues senhores de terras em Moura e os primeiros a usar o sobrenome Moura.
O nome Moura vem do latim Maurus que é relativo ao povo da Mauritânia, na Idade Média passou a nominar os berberes e árabes vindos do Norte da África que invadiram a Península Ibérica.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Brasão da Família Jesus

O sobrenome Jesus surgiu na Espanha e de lá chegou a Portugal e ao Brasil, ele é uma referência a Jesus de Nazaré, o Messias de acordo com o cristianismo. O nome Jesus vem do aramaico ישוע‎ (Yeshua) que significa “Jeová é a salvação”.
Era comum na Idade Média as pessoas usarem alcunhas relacionadas a figuras religiosas por causa da crença que seriam beneficiados ou receberiam alguma graça por levar um nome que lhes atestasse serem fiéis a cristandade.

Brasão da Família Melo

A família portuguesa Melo surgiu na antiga Vila de Melo, o nome Melo vem da palavra melro que é o nome de uma ave. Seria Mem Soares de Melo o primeiro a usar o sobrenome, ele era neto de Egas Gomes Barroso (patriarca da família Barroso).
Mem Soares de Melo foi o primeiro Senhor de Melo, Governador da cidade de Gouveia e comandante do exército do rei D. Afonso III de Portugal, participando da tomada da cidade de Faro.