O sobrenome português Monteiro surgiu
na referência à profissão de monteiro, este era um funcionário do Reino e cabia
a ele proteger e garantir que as áreas de caça exclusiva dos nobres não fossem
invadidas, o monteiro-mor era um oficial da casa real, porém seu titulo não era
militar, ele organizava as caçadas do rei e seus convidados, criando diplomas
legais, além de defender as imensas regiões da caça do javali, do veado e da
perdiz. A caça praticada pelos nobres era feita a cavalo, perseguindo a
presa até a encurralar para capturá-la ou combatê-la, assim eles ganhavam
habilidades em lidar com cavalos que era uma característica no qual os
cavaleiros medievais se distinguiam dos plebeus, por isso a importância e a
popularidade da caça como atividade de lazer entre os nobres.
Sendo um sobrenome ocupacional,
surgiram várias famílias Monteiro sem nenhum laço consanguíneo, além destas
surgiram Monteiros de origem toponímica, fazendo referências às regiões
chamadas Monteiro em Portugal.
Acredita-se que a linhagem nobre dos Monteiros
descendem de Rui Monteiro, monteiro-mor de D. Afonso Henriques.
O brasão da família Monteiro é em prata com três trompas negras,
embocadas de ouro com cordões de
vermelho, o timbre são duas trompas de
caça postas em aspa e atadas por um fio de prata.
