quarta-feira, 24 de junho de 2015

Brasão da Família Lourenço

Lourenço é um sobrenome patronímico português, ou seja, os filhos de homens chamados Lourenço adotaram este nome como apelido. O nome Lourenço era comum em toda Europa havendo diversas variações que também geraram sobrenomes.
O nome Lourenço vem do latim Laurentius, que está relacionado à palavra Laurus, que é o nome em latim do loureiro ou louro. Durante a Era Clássica, na Grécia e em Roma, era com os ramos dessas árvores que eram feitas coroas para os heróis e atletas vencedores, o que tornou a coroa de louro um símbolo de triunfo e vitória, a partir daí surgiu o termo laureado, que por sua vez significa "o premiado", e o nome Laurentius, que significa "aquele que é coroado com louro", ou em um termo mais simples, "o vitorioso".
Outros afirmam que o nome Lourenço está relacionado à cidade de Laurentum, no atual Lácio, no centro da Itália, tal cidade desapareceu no final da República Romana, seu nome também é derivado do latim Laurus e viria dela o nome Lorenzo, que geraria Lourenço.
O brasão dos Lourenço foi concedido pelo rei D. Afonso V de Portugal a D. João Lourenço, amo do Conde de Faro. D. João Lourenço recebeu o brasão por seus serviços prestados a Coroa Portuguesa na África, suas armas são em azul, com três estrelas de ouro de oito pontas, o chefe endentado de ouro.

terça-feira, 23 de junho de 2015

Brasão da Família Pinheiro

Dizem que a família Pinheiro descende da família romana Pinário, esta era uma família muito antiga de aristocratas romanos, que existia desde a República Romana, os Pinarius se estabeleceram na Hispânia, na região onde hoje é Aragão, já na Idade Média tal família passou a Portugal onde adotou o apelido Pinheiro.
Outros dizem que os Pinheiros descendem da família espanhola Doutres, mas outra provável origem é que os Pinheiros são um ramo da família portuguesa Outiz, senhores da Quinta de Outiz, no termo de Barcelos, uma vez que lá surgiu o sobrenome Pinheiro.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Brasão da Família Coelho

O primeiro a usar o sobrenome Coelho foi o cavaleiro Soeiro Viegas Coelho, este era bisneto de Egas Moniz, chamado de “o Aio” por ter sido responsável pela educação do primeiro rei português.
Soeiro Viegas Coelho viveu em Portugal durante o reinado do rei D. Sancho II de Portugal, no século XIII. Segundo a lenda, D. Soeiro teria ganhado o apelido coelho por cavar o chão como coelho, ele cavava túneis para penetrar as muralhas e trincheiras dos mouros, tais feitos chegaram ao conhecimento do rei D. Sancho II.
O mais provável é que Soeiro Viegas Coelho teria tomado o apelido da Terra de Conejo, junto ao Douro, alguns dizem que ele herdou o apelido de seu pai Egas Lourenço Coelho, que foi o senhor da Quinta da Coelha.
O brasão da família Coelho é em ouro com um leão púrpura, armado e lampassado de vermelho e carregado de três faixas xadrezadas de azul e de ouro, com uma bordadura de azul carregada com cinco coelhos de prata manchados de negro.

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Brasão da Família Simões

O sobrenome Simões é de origem patronímica, no qual filhos de pessoas chamadas Simão adotaram o apelido Simões, assim sugiram várias famílias Simões sem laço sanguíneo entre si.
O nome Simão vem do hebraico e significa “aquele que ouve”, este era o nome verdadeiro de São Pedro, por vezes chamado de Simão Pedro.
Os nobres da família Simões descendem de Manuel Simões e foi seu bisneto José António Ferreira Simões dos Anjos o primeiro senhor da Casa de dos Anjos, na freguesia portuguesa de Cabeçudo, no concelho da Sertã.
O brasão dos Simões é em prata com um leão negro gotado e lampassado de vermelho sobre um monte verde.

Brasão da Família Pacheco

O significado do sobrenome Pacheco é incerto podendo ser de origem pré-romana, o mais antigo Pacheco registrado foi Lucio Junio Pacieco, que teria sido mandado à Espanha pelo ditador romano Júlio César.
Em Portugal o primeiro a usar o apelido foi Fernão Rodrigues Pacheco, alcaide de Celorico da Beira, este teria sido um homem fiel ao rei Sancho II de Portugal, que havia sido excomungado e via seu reino ameaçado por seu irmão Afonso, Conde de Bolonha e futuro rei D. Afonso III.
Segundo uma lenda de Celorico da Beira, o castelo de Fernão Rodrigues Pacheco estava quase sucumbindo ao cerco de D. Afonso III, pois quase já não havia mais mantimentos na fortaleza, foi quando surgiu uma águia (ou um corvo-marinho em algumas versões) com um peixe grande e o deixou cair dentro das muralhas do castelo, Fernão Pacheco então mandou preparar o peixe e enviar ao conde da Bolonha em sinal de que havia abundância de comida dentro da fortaleza, o que fez com que Afonso III desistisse do cerco libertando Celorico.
Fernão Rodrigues Pacheco gerou João Fernandes Pacheco, senhor de Ferreira de Aves, este foi o pai de Lopo Fernandes Pacheco, mordomo-mor da rainha D. Beatriz de Castela e encarregado pela educação do futuro rei Pedro I de Portugal, Lopo Fernandes Pacheco se destacou na luta contra os mouros na batalha de Salado, e recebeu a designação de senhor de pendão e caldeira, um título equivalente ao de conde, no qual o tal era responsável por apresentar ao rei um determinado número de lanças.
Por causa do título de senhor de pendão e caldeira o brasão dos Pacheco é em ouro com duas caldeiras negras carregadas de três faixas veiradas de ouro e vermelho e com asas serpentíferas com quatro peças em negro, duas para dentro e duas para fora. O timbre são duas cabeças de serpe afrontadas de ouro com os pescoços enrolados.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Brasão da Família Brito

O sobrenome Brito é de origem incerta podendo vir do celta  que gerou o latim britto, que era como eram chamados os bretões, um povo que habitava o norte da França e a Grã-Bretanha.
O mais antigo Brito conhecido foi D. Hero Brito, um nobre que viveu nos tempos do rei D. Afonso V de Leão e fundou o solar da família entre o Rio Ave e a Portela dos Leitões, no Norte de Portugal no século XI. Outro Brito foi D. Soeiro de Brito, um nobre da época do rei D. Afonso VI de Leão, este fundou um convento na atual freguesia de Brito e deste descenderia a família Britto.
Acima o brasão antigo da família Brito, em vermelho com nove lisonjas de prata com leão purpura em  cada lisonja.

Brasão da Família Rebouças

O sobrenome português Rebouças tem sua origem na palavra asturiana boza, que define uma área com mato que pode ser queimado para abrir espaço para o cultivo, tal palavra gerou o termo bouça do galego e do português falado na região de Trás-os-Montes.
A bouça é um terreno com touceiras e por vezes com árvores, o seu preparo para o cultivo é chamado de bouçar, que é o ato de queimar o mato para o preparo da terra, o que gerou o termo rebouçar usado no Minho, que significa limpar rapidamente, visto que o fogo consome as ervas daninhas rapidamente e com menos trabalho para preparar a terra. Desse modo o sobrenome Rebouças pode ser de origem toponímica, indicando que quem usava este apelido havia vindo de um lugar que tinha sido bouçado, ou estava envolvido na atividade de bouçar a terra.
O brasão dos Rebouças é em ouro com uma banda de verde.