segunda-feira, 22 de junho de 2015

Brasão da Família Coelho

O primeiro a usar o sobrenome Coelho foi o cavaleiro Soeiro Viegas Coelho, este era bisneto de Egas Moniz, chamado de “o Aio” por ter sido responsável pela educação do primeiro rei português.
Soeiro Viegas Coelho viveu em Portugal durante o reinado do rei D. Sancho II de Portugal, no século XIII. Segundo a lenda, D. Soeiro teria ganhado o apelido coelho por cavar o chão como coelho, ele cavava túneis para penetrar as muralhas e trincheiras dos mouros, tais feitos chegaram ao conhecimento do rei D. Sancho II.
O mais provável é que Soeiro Viegas Coelho teria tomado o apelido da Terra de Conejo, junto ao Douro, alguns dizem que ele herdou o apelido de seu pai Egas Lourenço Coelho, que foi o senhor da Quinta da Coelha.
O brasão da família Coelho é em ouro com um leão púrpura, armado e lampassado de vermelho e carregado de três faixas xadrezadas de azul e de ouro, com uma bordadura de azul carregada com cinco coelhos de prata manchados de negro.

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Brasão da Família Simões

O sobrenome Simões é de origem patronímica, no qual filhos de pessoas chamadas Simão adotaram o apelido Simões, assim sugiram várias famílias Simões sem laço sanguíneo entre si.
O nome Simão vem do hebraico e significa “aquele que ouve”, este era o nome verdadeiro de São Pedro, por vezes chamado de Simão Pedro.
Os nobres da família Simões descendem de Manuel Simões e foi seu bisneto José António Ferreira Simões dos Anjos o primeiro senhor da Casa de dos Anjos, na freguesia portuguesa de Cabeçudo, no concelho da Sertã.
O brasão dos Simões é em prata com um leão negro gotado e lampassado de vermelho sobre um monte verde.

Brasão da Família Pacheco

O significado do sobrenome Pacheco é incerto podendo ser de origem pré-romana, o mais antigo Pacheco registrado foi Lucio Junio Pacieco, que teria sido mandado à Espanha pelo ditador romano Júlio César.
Em Portugal o primeiro a usar o apelido foi Fernão Rodrigues Pacheco, alcaide de Celorico da Beira, este teria sido um homem fiel ao rei Sancho II de Portugal, que havia sido excomungado e via seu reino ameaçado por seu irmão Afonso, Conde de Bolonha e futuro rei D. Afonso III.
Segundo uma lenda de Celorico da Beira, o castelo de Fernão Rodrigues Pacheco estava quase sucumbindo ao cerco de D. Afonso III, pois quase já não havia mais mantimentos na fortaleza, foi quando surgiu uma águia (ou um corvo-marinho em algumas versões) com um peixe grande e o deixou cair dentro das muralhas do castelo, Fernão Pacheco então mandou preparar o peixe e enviar ao conde da Bolonha em sinal de que havia abundância de comida dentro da fortaleza, o que fez com que Afonso III desistisse do cerco libertando Celorico.
Fernão Rodrigues Pacheco gerou João Fernandes Pacheco, senhor de Ferreira de Aves, este foi o pai de Lopo Fernandes Pacheco, mordomo-mor da rainha D. Beatriz de Castela e encarregado pela educação do futuro rei Pedro I de Portugal, Lopo Fernandes Pacheco se destacou na luta contra os mouros na batalha de Salado, e recebeu a designação de senhor de pendão e caldeira, um título equivalente ao de conde, no qual o tal era responsável por apresentar ao rei um determinado número de lanças.
Por causa do título de senhor de pendão e caldeira o brasão dos Pacheco é em ouro com duas caldeiras negras carregadas de três faixas veiradas de ouro e vermelho e com asas serpentíferas com quatro peças em negro, duas para dentro e duas para fora. O timbre são duas cabeças de serpe afrontadas de ouro com os pescoços enrolados.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Brasão da Família Brito

O sobrenome Brito é de origem incerta podendo vir do celta  que gerou o latim britto, que era como eram chamados os bretões, um povo que habitava o norte da França e a Grã-Bretanha.
O mais antigo Brito conhecido foi D. Hero Brito, um nobre que viveu nos tempos do rei D. Afonso V de Leão e fundou o solar da família entre o Rio Ave e a Portela dos Leitões, no Norte de Portugal no século XI. Outro Brito foi D. Soeiro de Brito, um nobre da época do rei D. Afonso VI de Leão, este fundou um convento na atual freguesia de Brito e deste descenderia a família Britto.
Acima o brasão antigo da família Brito, em vermelho com nove lisonjas de prata com leão purpura em  cada lisonja.

Brasão da Família Rebouças

O sobrenome português Rebouças tem sua origem na palavra asturiana boza, que define uma área com mato que pode ser queimado para abrir espaço para o cultivo, tal palavra gerou o termo bouça do galego e do português falado na região de Trás-os-Montes.
A bouça é um terreno com touceiras e por vezes com árvores, o seu preparo para o cultivo é chamado de bouçar, que é o ato de queimar o mato para o preparo da terra, o que gerou o termo rebouçar usado no Minho, que significa limpar rapidamente, visto que o fogo consome as ervas daninhas rapidamente e com menos trabalho para preparar a terra. Desse modo o sobrenome Rebouças pode ser de origem toponímica, indicando que quem usava este apelido havia vindo de um lugar que tinha sido bouçado, ou estava envolvido na atividade de bouçar a terra.
O brasão dos Rebouças é em ouro com uma banda de verde.

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Brasão da Família Sá

O sobrenome vem da palavra germânica Saal, que evoluiu para Saa e depois Sá, a palavra Saal significa "grande sala", mas em Portugal ganhou o sentido de "moradia ou alojamento", desta forma Sá é um sobrenome toponímico, no qual D. Paio Rodrigues adotou o nome de um lugar chamado Sá.
D. Paio Rodrigues de Sá viveu em Lafões no reinado do rei D. Dinis I de Portugal, seu filho João Afonso de Sá foi vassalo dos reis D. Afonso IV e D. Pedro I de Portugal, João Afonso de Sá foi senhor da Quinta de Sá, solar desta família em Guimarães.
João Afonso de Sá gerou Rodrigo Anes de Sá, este foi Embaixador de Portugal em Roma e alcaide do rei D. Pedro I de Portugal, foi senhor do Castelo de Gaia, que recebeu em troca da Quinta de Sá.
Rodrigo Anes de Sá foi o pai de João Rodrigues de Sá, também chamado de "o das Galés" por ter vencido as galés castelhanas que haviam cercado a cidade de Lisboa durante a Crise de 1383 a 1385, João Rodrigues de Sá também se destacou na batalha de Aljubarrota libertando Guimarães, ele foi alcaide-mor da cidade do Porto e após a batalha de Aljubarrota se tornou camareiro-mor do rei João I de Portugal. De João Rodrigues de Sá descendem os Condes de Penaguião.
O brasão da família é enxadrezado de prata e azul com cinco peças em faixa e seis em pala, o timbre é um búfalo xadrezado de prata e azul, armado de prata com uma argola de ouro nas ventas.

Brasão da Família Figueira e Brasão da Família Figueiredo

A família Figueira descende da família Figueiroa da Galiza que teria passado a Portugal por meio de Gonçalo Figueiroa, que chegou em Portugal no reinado de D. Fernando I, neste reino Gonçalo ficou conhecido como Figueira e dele acredita-se descenderem também os Figueiredos, estes últimos tinham propriedades em Figueiredo das Donas de onde tomaram o apelido.
Acima o brasão da família Figueiredo, em vermelho com cinco folhas de Figueira verdes perfiladas de ouro, o brasão ao lado pertenceu a João de Figueiredo, partido com o primeiro campo em azul, com uma torre de prata com as frestas em vermelho, saem da torre quatro  bandeiras de prata com a cruz da Ordem de Cristo e com mastros de ouro, o segundo campo como o brasão dos Figueiredos.
O brasão da Família Figueira é em ouro com cinco folhas de figueira em verde postas em sautor, tal brasão também é usado pelos Figueiroa, pois os Figueira e os Figueiroa são a mesma família.

terça-feira, 16 de junho de 2015

Brasão da Família Valente

A família Valente descende de Afonso Pires Valente, que era senhor da Granja de Ficalho, este por sua vez descende de D. Diogo Gonçalves de Urrô, filho de Gonçalo Oveques, do qual descendem também os Freitas.
O brasão da família Valente é em vermelho com um leão de ouro com três faixas azuis.

Brasão da Família Marques

O sobrenome Marques é patronímico, de maneira que os filhos de pessoas chamadas Marcos adotavam o apelido Marques.
São Marcos foi discípulo de São Paulo e São Pedro e seria ele responsável por um dos Evangelhos. Era um costume cristão batizar crianças com o nome de santos, porém o nome Marcos vem da antiga religião romana e significa “aquele que é dedicado a Marte”, o deus da guerra a quem os romanos diziam ser descendentes.
Por ser patronímico surgiram muitas famílias Marques sem laço sanguíneo entre si, mas os nobres Marques de Portugal descendem do cavaleiro espanhol João Marques, que participou da conquista de Sevilha, tendo este escalado os muros da cidade para tomá-la dos mouros, ele era filho de Marcos Guterres e usava um escudo azul com um castelo de prata entre duas chaves em ouro.
Outro a receber um brasão foi António Marques de Oliveira, que servia ao imperador Carlos V & I do Sacro Imperador Romano-Germânico e da Espanha, a ele pertenceu o brasão cortado com o primeiro de ouro com uma águia negra armada de vermelho e o segundo vermelho com uma vila de prata sobre um rio.

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Brasão da Família Pinho

O sobrenome Pinho vem do nome da árvore que produz o pinhão, e de outras semelhantes a ela, provavelmente o sobrenome Pinho surgiu à referência a uma região com muitos pinhos. Seriam os irmãos Gonçalo Anes de Pinho e Lourenço Anes de Pinho os mais antigos desta família de que se tem notícia, eles são citados pelo rei D. Pedro I de Portugal no século XIV, sendo estes irmãos vindos da Terra da Feira.
O brasão da família Pinho é em prata com cinco pinhos em verde com pinhas de ouro.

Brasão da Família Machado

O machado era uma arma de guerra amplamente utilizada na Idade Média, uma vez que ele era barato e podia ser manuseado por cavaleiros sem armadura e camponeses. Sendo uma arma de infantaria os guerreiros mais corajosos abriam caminho a machadadas sobre as tropas inimigas.
Durante o período medieval se aprimoraram diversos tipos de machados de guerra, como a alabarda, que era usada contra os cavaleiros de armadura, já os machados de cabo longo tinham a função de atacar o inimigo antes de ele chegar perto, os germanos também tinha seu machado típico chamado de francisca, tal machado era arremessado com grande precisão e era muito usado pelos francos.
Em geral o machado era uma arma muito usada, porém exigia de seu portador muita habilidade, uma vez que era pesada e além do machado o cavaleiro devia usar um escudo, já que um golpe direto de um machado podia romper a armadura, levavam também uma adaga ou espada, caso fossem desarmados poderiam usar alguma destas outras armas.
Os machados também eram usados para deferir o golpe de misericórdia nos soldados que agonizavam após as batalhas.

Fui justamente pelo uso do machado de guerra que D. Mendo Moniz (também chamado de Mem Moniz de Gandarei) ganhou o apelido Machado, teria D. Mendo Moniz Machado rompido às portas de Santarém a machadadas na conquista contra os mouros em 1147. D. Mendo Moniz Machado foi um homem rico e senhor da Quinta e Honra de Gandarei, ele também era primo de Egas Moniz, que havia sido responsável pela educação do primeiro rei português D. Afonso Henriques.
Acima o primeiro brasão pertenceu a D. Mendo Moniz, em vermelho com três machados e com nove torres postas na orla, porém no reinado de D. Manuel o brasão dos Machados foi trocado pelo terceiro acima, em vermelho com cinco machados de prata com o cabe de ouro postos em sautor.
O brasão do meio pertenceu aos filhos de Francisco Rodrigues Machado, chamados Álvaro Machado Pinto e João Machado Moniz, sendo entregue a eles pelo imperador Fernando II do Sacro Império Romano-Germânico em 1636, o brasão é esquartelado, com o primeiro em verde com três machados, o segundo de preto com uma espada de prata e um bastão de ouro postos em aspas entre as letras F I L E, que significam Ferdinandus Imperator libenter fecit (O imperador Fernando fez de boa vontade), no terceiro um coração vermelho perfilado de ouro sobre um campo azul com os dizeres Spes mea in Deo est (Minha esperança está em Deus), e o quarto de ouro com um galo negro.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Brasão da Família Vicente

O sobrenome Vicente chegou a Portugal através da Espanha, vindo de Castela, há quem diga que o apelido surgiu na Itália e passou a Espanha.
O nome Vicente vem do latim e significa “aquele que vence”. Ao lado o brasão dos Vicente da região da Múrcia e de Castela, em ouro com um braço armado segurando um pinho, com uma caldeira e um sino negro em chefe.

Brasão da Família Torres

A família Torres é de origem espanhola e descende dos reis de Navarra, os Torres passariam a Castela se tornando os senhores de Villardompardo, em Jaén, através de D. Pedro Ruiz de Torres.
Dois irmãos da família Torres de Jaén passariam a Portugal no reinado de João III de Portugal. Os filhos de D. Fernando de Torres chamados Diogo (Martim) de Torres e Afonso de Torres, naturais de Málaga, se estabeleceram em Lisboa no século XVI e no reinado do rei Sebastião de Portugal os Torres portugueses receberam o brasão em vermelho com cinco torres de ouro postas em sautor.

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Brasão da Família Fonseca

O sobrenome Fonseca é toponímico e significa “fonte seca”. O apelido teria sido usado primeiramente por D. Garcia Rodrigues da Fonseca (também chamado de Garcia Roiz), que junto com seu irmão D. Paio Rodrigues (D. Paião Roiz) ajudou o conde D. Henrique da Borgonha na luta contra os mouros, pelos seus serviços D. Garcia Rodrigues da Fonseca recebeu a honra de Fonseca e o couto de Leomil, que passaria para seu filho D. Egas Garcia da Fonseca, deste descenderia a família Fonseca, a família Tavares e a família Coutinho.
Por ter a mesma origem o brasão dos Fonseca é semelhante ao dos Tavares e ao da família Coutinho, em ouro com cinco estrelas vermelhas, mudando apenas o timbre, que o dos Fonseca é um touro vermelho armado de ouro com uma estrela de ouro sobre a espádua.

Brasão da Família Borges

A família Borges descende do cavaleiro português Rodrigo Anes, que serviu ao rei Filipe II da França na defesa da cidade de Bourges durante a Cruzada Albigense, vencendo os hereges Cátaros, o que rendeu a Rodrigo Anes o brasão da família Borges.
Rodrigo Anes Borges descendia da família Rego e nasceu em Santarém, após comandar a defesa de Bourges ele passou a ser chamado de Cavaleiro de Bourges e ao voltar para Portugal Rodrigo Anes ficou conhecido como Borges, se fixando em Torre de Moncorvo, onde seus descendentes estabeleceram o Morgado de Torre de Moncorvo.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Brasão da Família Macedo

Apesar da maça ser o timbre do brasão português da família Macedo, o sobrenome vem da palavra maçã, já que Macedo era um lugar com muitas macieiras, o apelido teria sido usado por Ruy Martins de Macedo, um cavaleiro que viveu no reinado do rei português Dinis I, e que foi dono do solar de Macedo dos Cavaleiros, em Bragança, seu descendente Martim Gonçalves de Macedo socorreu o rei D. João I de Portugal na Batalha de Aljubarrota, quando este foi derrubado por um cavaleiro castelhano, Martim Gonçalves de Macedo derrotou o cavaleiro inimigo com uma maça, em agradecimento o rei lhe deu as armas da sua família com o timbre constando um braço com uma maça representando a que matou o castelhano.

Brasão da Família Paiva

O sobrenome Paiva é toponímico e surgiu na referência a regiões chamadas Paiva, próximas ao rio Paiva no Norte de Portugal. O significado do nome Paiva é incerto já sendo citado no século IX, uma provável origem para o nome é que ele seja uma variação do nome Pavia, um diminutivo do nome romano Paula, que também denomina uma região na Itália e tal nome teria sido usado como apelido por imigrantes romanos na Península Ibérica já nos tempos romanos.
Os nobres Paiva descendem de Arnaldo de Baião, um nobre cavaleiro que chegou no Porto no século X, seus descendentes foram senhores na Terra de Paiva e adotaram o apelido Paiva, dentre estes está João Soares de Paiva, conhecido como o Trovador, o  primeiro autor literário da língua portuguesa.

terça-feira, 9 de junho de 2015

Brasão da Família Matias

O sobrenome Matias é de origem batismal e famílias descendentes de alguém com este nome adotaram Matias como apelido. O nome Matias vem do hebraico e significa “presente de Deus”.
 Matias era o nome de um dos apóstolos de Jesus, São Matias foi o discípulo escolhido para substituir Judas Iscariotes, ele teria sido escolhido antes do Pentecostes e após Pedro levantar a questão de escolher um apóstolo para substituir Judas.
São Matias foi crucificado ao ir evangelizar na Etiópia, outras versões dizem que ele na verdade morreu idoso em Jerusalém.
É provável que as pessoas fossem batizadas com o nome Matias em referência ao Santo, e as famílias que adotaram Matias como sobrenome na Espanha e em Portugal na verdade não tinham laço sanguíneo entre si.
Acima o brasão dos Matias de Castela, em prata com uma cruz flordelisada em vermelho.

Brasão da Família Leal

A família portuguesa Leal é de origem desconhecida, porém a família Leal espanhola surgiu na referência a Torrecilla del Leal em Madrid, segundo a lenda tal lugar pertencia a um fazendeiro partidário do rei Pedro I de Castela, tal rei cometeu muitas atrocidades, como matar  Leonor de Gusmão, a amante de seu pai,  o que lhe rendeu o nome Pedro I o Cruel.  O rei Pedro I de Castela foi assassinado por seu meio-irmão Henrique II de Castela, que era filho ilegítimo do rei Afonso XI de Castela com sua amante Leonor de Gusmão.
Teria Henrique II de Castela se desentendido com tal fazendeiro quando pediu alojamento para seus soldados e o dono da fazenda chamou-o de traidor, foi então que Henrique II ordenou a morte do fazendeiro, mais tarde a fazenda se chamaria Torrecilla del Leal em alusão ao fazendeiro que era leal a Pedro I, ou a um cavaleiro que foi leal a D. Henrique II que enforcou o fazendeiro, há quem diga que os Leal descendem deste cavaleiro de D. Henrique II de Castela.
Não se sabe se a família Leal de Espanha tem alguma relação com a Portuguesa, visto que ambas são antigas, mas muitas famílias espanholas passaram para o Reino de Portugal durante sua história.
Acima o brasão da família Leal de Portugal, em prata com dois cães negros cercados com sete estrelas vermelhas. O cão é o símbolo da família Leal por representar a fidelidade e lealdade.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Brasão da Família Guerreiro

A família Guerreiro veio da Espanha passando a Portugal por meio de Bartolomeu Guerreiro, que pertencia à nobreza de Sevilha, ele chegou em Portugal no reinado de D. Afonso V e seus descendentes se estabeleceram em Almodôvar, onde os Guerreiros foram capitães-mores.
Bartolomeu Guerreiro teria vindo a Portugal por causa de sua inimizade com os Reis Católicos, uma vez que ele apoiou os castelhanos joanistas na Batalha de Toro, durante a Guerra de Sucessão de Castela, em que portugueses e castelhanos joanistas lutaram contra os castelhanos isabelinos e as tropas do rei de Aragão.
A Guerra de Sucessão de Castela ocorreu no século XV, onde os portugueses diziam que a herdeira do trono de Castela era a rainha Joana, a Beltraneja, já os aragoneses diziam ser Isabel, a Católica. Neste conflito Bartolomeu Guerreiro, um dos vinte e quatro de Sevilha, um grupo de nobres que regiam a cidade, apoiou a rainha Joana, porém o conflito terminou com a vitória dos aragoneses, os futuros Reis Católicos.