quinta-feira, 11 de junho de 2015

Brasão da Família Fonseca

O sobrenome Fonseca é toponímico e significa “fonte seca”. O apelido teria sido usado primeiramente por D. Garcia Rodrigues da Fonseca (também chamado de Garcia Roiz), que junto com seu irmão D. Paio Rodrigues (D. Paião Roiz) ajudou o conde D. Henrique da Borgonha na luta contra os mouros, pelos seus serviços D. Garcia Rodrigues da Fonseca recebeu a honra de Fonseca e o couto de Leomil, que passaria para seu filho D. Egas Garcia da Fonseca, deste descenderia a família Fonseca, a família Tavares e a família Coutinho.
Por ter a mesma origem o brasão dos Fonseca é semelhante ao dos Tavares e ao da família Coutinho, em ouro com cinco estrelas vermelhas, mudando apenas o timbre, que o dos Fonseca é um touro vermelho armado de ouro com uma estrela de ouro sobre a espádua.

Brasão da Família Borges

A família Borges descende do cavaleiro português Rodrigo Anes, que serviu ao rei Filipe II da França na defesa da cidade de Bourges durante a Cruzada Albigense, vencendo os hereges Cátaros, o que rendeu a Rodrigo Anes o brasão da família Borges.
Rodrigo Anes Borges descendia da família Rego e nasceu em Santarém, após comandar a defesa de Bourges ele passou a ser chamado de Cavaleiro de Bourges e ao voltar para Portugal Rodrigo Anes ficou conhecido como Borges, se fixando em Torre de Moncorvo, onde seus descendentes estabeleceram o Morgado de Torre de Moncorvo.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Brasão da Família Macedo

Apesar da maça ser o timbre do brasão português da família Macedo, o sobrenome vem da palavra maçã, já que Macedo era um lugar com muitas macieiras, o apelido teria sido usado por Ruy Martins de Macedo, um cavaleiro que viveu no reinado do rei português Dinis I, e que foi dono do solar de Macedo dos Cavaleiros, em Bragança, seu descendente Martim Gonçalves de Macedo socorreu o rei D. João I de Portugal na Batalha de Aljubarrota, quando este foi derrubado por um cavaleiro castelhano, Martim Gonçalves de Macedo derrotou o cavaleiro inimigo com uma maça, em agradecimento o rei lhe deu as armas da sua família com o timbre constando um braço com uma maça representando a que matou o castelhano.

Brasão da Família Paiva

O sobrenome Paiva é toponímico e surgiu na referência a regiões chamadas Paiva, próximas ao rio Paiva no Norte de Portugal. O significado do nome Paiva é incerto já sendo citado no século IX, uma provável origem para o nome é que ele seja uma variação do nome Pavia, um diminutivo do nome romano Paula, que também denomina uma região na Itália e tal nome teria sido usado como apelido por imigrantes romanos na Península Ibérica já nos tempos romanos.
Os nobres Paiva descendem de Arnaldo de Baião, um nobre cavaleiro que chegou no Porto no século X, seus descendentes foram senhores na Terra de Paiva e adotaram o apelido Paiva, dentre estes está João Soares de Paiva, conhecido como o Trovador, o  primeiro autor literário da língua portuguesa.

terça-feira, 9 de junho de 2015

Brasão da Família Matias

O sobrenome Matias é de origem batismal e famílias descendentes de alguém com este nome adotaram Matias como apelido. O nome Matias vem do hebraico e significa “presente de Deus”.
 Matias era o nome de um dos apóstolos de Jesus, São Matias foi o discípulo escolhido para substituir Judas Iscariotes, ele teria sido escolhido antes do Pentecostes e após Pedro levantar a questão de escolher um apóstolo para substituir Judas.
São Matias foi crucificado ao ir evangelizar na Etiópia, outras versões dizem que ele na verdade morreu idoso em Jerusalém.
É provável que as pessoas fossem batizadas com o nome Matias em referência ao Santo, e as famílias que adotaram Matias como sobrenome na Espanha e em Portugal na verdade não tinham laço sanguíneo entre si.
Acima o brasão dos Matias de Castela, em prata com uma cruz flordelisada em vermelho.

Brasão da Família Leal

A família portuguesa Leal é de origem desconhecida, porém a família Leal espanhola surgiu na referência a Torrecilla del Leal em Madrid, segundo a lenda tal lugar pertencia a um fazendeiro partidário do rei Pedro I de Castela, tal rei cometeu muitas atrocidades, como matar  Leonor de Gusmão, a amante de seu pai,  o que lhe rendeu o nome Pedro I o Cruel.  O rei Pedro I de Castela foi assassinado por seu meio-irmão Henrique II de Castela, que era filho ilegítimo do rei Afonso XI de Castela com sua amante Leonor de Gusmão.
Teria Henrique II de Castela se desentendido com tal fazendeiro quando pediu alojamento para seus soldados e o dono da fazenda chamou-o de traidor, foi então que Henrique II ordenou a morte do fazendeiro, mais tarde a fazenda se chamaria Torrecilla del Leal em alusão ao fazendeiro que era leal a Pedro I, ou a um cavaleiro que foi leal a D. Henrique II que enforcou o fazendeiro, há quem diga que os Leal descendem deste cavaleiro de D. Henrique II de Castela.
Não se sabe se a família Leal de Espanha tem alguma relação com a Portuguesa, visto que ambas são antigas, mas muitas famílias espanholas passaram para o Reino de Portugal durante sua história.
Acima o brasão da família Leal de Portugal, em prata com dois cães negros cercados com sete estrelas vermelhas. O cão é o símbolo da família Leal por representar a fidelidade e lealdade.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Brasão da Família Guerreiro

A família Guerreiro veio da Espanha passando a Portugal por meio de Bartolomeu Guerreiro, que pertencia à nobreza de Sevilha, ele chegou em Portugal no reinado de D. Afonso V e seus descendentes se estabeleceram em Almodôvar, onde os Guerreiros foram capitães-mores.
Bartolomeu Guerreiro teria vindo a Portugal por causa de sua inimizade com os Reis Católicos, uma vez que ele apoiou os castelhanos joanistas na Batalha de Toro, durante a Guerra de Sucessão de Castela, em que portugueses e castelhanos joanistas lutaram contra os castelhanos isabelinos e as tropas do rei de Aragão.
A Guerra de Sucessão de Castela ocorreu no século XV, onde os portugueses diziam que a herdeira do trono de Castela era a rainha Joana, a Beltraneja, já os aragoneses diziam ser Isabel, a Católica. Neste conflito Bartolomeu Guerreiro, um dos vinte e quatro de Sevilha, um grupo de nobres que regiam a cidade, apoiou a rainha Joana, porém o conflito terminou com a vitória dos aragoneses, os futuros Reis Católicos.