terça-feira, 26 de maio de 2015

Brasão da Família Ramos

O sobrenome Ramos surgiu na referência ao Domingo de Ramos, que é celebrado no domingo antes da Páscoa e comemora a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, o que marca o início da Paixão de Cristo. Segundo os evangelhos e a tradição cristã, Jesus chegou a Jerusalém montado em um jumento, o povo que havia ouvido falar dos milagres de Cristo, inclusive da ressurreição de Lázaro, esperava por Jesus ansiosamente e ao vê-lo todos o saudaram cantando salmos, com ramos de palmeiras e cobrindo caminho com suas vestes para cristo passar.
Na tradição católica o Domingo de Ramos é celebrado com uma procissão em que os fiéis levam ramos, tal procissão tem o objetivo de lembrar a vida e o sacrifício de Jesus dando início a Semana Santa.
Os nascidos nesse dia levavam o apelido Ramos, um costume medieval em que a criança ganhava o apelido com o nome do santo ou do evento religioso celebrado no dia de seu nascimento, como ocorreu com o sobrenome Reis que é uma referência ao Dia de Reis.
O sobrenome Ramos surgiu na Península Ibérica e por ser de origem religiosa é provável que as famílias Ramos não tivessem laço sanguíneo entre si.
O brasão dos Ramos de Portugal é esquartelado com o primeiro e o quarto de ouro com um leão em vermelho; o segundo e o terceiro de vermelho com um castelo de prata em chamas que saem do alto, da porta e das janelas; e com uma bordadura de prata e de vermelho, com oito peças com um leão em cada uma.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Brasão da Família Nogueira

Nogueira é o nome de uma árvore cujo fruto é a noz, na Era Clássica a nogueira era consagrada ao deus Júpiter. O sobrenome surgiu na alusão de um lugar onde havia nogueiras, acredita-se que o sobrenome surgiu em referência a Torre de Nogueira próxima ao Minho, onde D. Mendo Paes Nogueira teve um solar na região e descenderia dele a família Nogueira.
D. Mendo Paes Nogueira foi senhor da Torre de Nogueira nos dias do Conde D. Henrique, seria ele sobrinho do cavaleiro templário Dom Mendo Nogueira, que ganhou o brasão de armas dos Nogueiras através da luta contra os mouros que ameaçavam o Condado de Portucale. Mais tarde os Nogueiras fundariam o morgado de São Lourenço e se tornariam os alcaides de Lisboa.

Brasão da Família Pires

O sobrenome Pires ou Peres surgiu na Espanha e era um apelido dado aos filhos de homens chamados de Pedro ou Pero, o nome Pedro traduz-se como pedra ou rochedo, desta forma Pires significa filho da rocha.
Por ser um sobrenome patronímico muitas famílias adotaram o sobrenome Pires mesmo não havendo nenhum laço de sangue. Um dos Peres mais antigos conhecido foi Vímara Peres, que no século IX foi enviado para reconquistar o Vale do Douro, que havia sido tomado por muçulmanos. Vímara Peres conseguiu tomar várias cidades na região entre os rios Minho e Douro, entre elas Portus Cale (Cidade do Porto) e se tornou o primeiro conde de Portucale, no século XII o Condado de Portucale se tornaria o Reino de Portugal.

domingo, 24 de maio de 2015

Brasão da Família Peixoto

O sobrenome português Peixoto foi usado primeiramente por Gomes Viegas de Portocarreiro, este teria sido embaixador de Portugal na França e era leal a D. Afonso III, que na época era conde da Bolonha. Teria Gomes Viegas de Portocarreiro ajudado a D. Afonso III a tomar o trono português, já que o rei Sancho II havia entrado em conflito com a Igreja e foi deposto pelo Papa Inocêncio IV.
Gomes Viegas de Portocarreiro, que se tornaria conselheiro do rei, ganhou o apelido Peixoto do próprio D. Afonso III, por ter entregado ao conde da Bolonha uma truta enviada por Fernão Rodrigues Pacheco que era fiel ao antigo rei D. Sancho II. 
Fernão Rodrigues Pacheco era alcaide-mor do Castelo de Celorico da Beira, segundo a lenda o castelo estava quase sucumbindo ao cerco de D. Afonso III, pois quase já não havia mais mantimentos na fortaleza, foi quando surgiu um corvo-marinho (ou águia em algumas versões) com um peixe grande e o deixou cair dentro das muralhas do castelo, Fernão Pacheco então mandou preparar o peixe e enviar ao conde da Bolonha em sinal de que havia abundancia de comida dentro da fortaleza, o que fez com que Afonso III desistisse do cerco libertando Celorico.
Gomes Viegas de Portocarreiro ficou conhecido como Peixão, por ter entregue o peixe em Celorico, e depois como Peixoto, que significa “peixe pequeno”. 
Acima os brasões da família Peixoto, o primeiro com um corvo-marinho com um peixe no bico como timbre o segundo com um delfim com um peixe na boca.

Brasão da Família Resende

O sobrenome Resende surgiu em referência ao concelho português de Resende, não se sabe ao certo quem deu o nome a estas terras, porém acredita-se que tenha vindo do nome de D. Rausendo Herminges (ou Rosendo Hermigiz), bisneto do rei Ramiro II de Leão, que conquistou esta região em 1030.
O nome Resende vem do visigótico Rudesind e significa "caminho da fama". O primeiro a usar Resende como sobrenome foi D. Martim Afonso de Baião, senhor das terras de Resende, este era descendente de Egas Moniz, que foi aio de D. Afonso Henriques, o primeiro Rei de Portugal.

Brasão da Família Aragão

O sobrenome português Aragão vem do nome da Casa Real de Aragão e teria chegado a Portugal com D. Pedro de Aragão, filho ilegítimo do rei Pedro III de Aragão.
D. Pedro de Aragão teria vindo a Portugal junto com sua meia-irmã a rainha Isabel de Aragão, que havia se casado com o rei português D. Dinis I de Portugal. Há quem diga que a família Aragão descende da própria rainha Isabel de Aragão ou das pessoas de sua comitiva.
O nome Aragão vem do nome dos rios Aragão e Aragão Subordan, nos Pirineus, no norte da Espanha e não tem um significado definido, podendo vir do celta ou do latim e até mesmo da mistura das duas línguas, significando “vale fluvial ou rio, grande ou importante ou também pico da montanha”.
Acima o brasão da família Aragão portuguesa que é idêntico às armas da Casa Real de Aragão, o timbre é um touro em vermelho com um sino de ouro preso por uma fita, por vezes representado também por um touro purpura armado e lampassado de vermelho.

sábado, 23 de maio de 2015

Brasão da Família Antunes

O sobrenome Antunes é patronímico de Antônio, ou seja, o filho de alguém chamado Antônio levava a alcunha Antunes. Seria Simão Antunes, um nobre de Vila Viçosa, o primeiro a usar o Antunes como sobrenome, esse foi Mestre de Campo (oficial superior) e Comendador da Ordem de Cristo, ele teria recebido estes títulos por ter participado na Guerra da Devolução, também chamada de Guerras da Flandres, a favor da Espanha e contra a França.
O nome Antônio vem do latim Antonius e não tem um significado específico, porém a cultura popular sugere que signifique “de valor inestimável”, logo Antunes significaria “o filho de quem é precioso”.